Em entrevista, a Dra. Neide Pena Coto explicou o desenvolvimento de novos materiais que garantem proteção superior a 90% contra impactos.
A Dra. Neide Pena Coto, membro da Câmara Técnica de Odontologia do Esporte do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), concedeu uma entrevista ao SBT Brasil, veiculada recentemente, para falar sobre o uso crescente de máscaras faciais por jogadores de futebol na Copa do Mundo. A gravação foi conduzida pela repórter Magdalena Bonfigliogli nas instalações da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP).
O telejornal destacou que, segundo a Confederação Brasileira de Futebol, cerca de 10% das lesões no campeonato brasileiro ocorrem na cabeça ou no rosto. Diante desse cenário, a confecção de máscaras protetoras tem se tornado cada vez mais comum e tecnológica.
Durante a reportagem, a Dra. Neide, que também é Professora Titular e responsável pela Disciplina de Odontologia do Esporte da USP, abordou os desafios dos materiais tradicionais. Ela explicou que a maioria das máscaras utilizadas na Copa é feita de fibra de carbono, um material que, segundo os atletas, é “muito quente” e pode ser desconfortável.
A especialista apresentou uma inovação desenvolvida e patenteada pela universidade: uma máscara confeccionada em EVA, um plástico flexível e anti-impacto. Segundo a Dra. Neide, esse material apresenta vantagens significativas, pois é capaz de absorver mais de 90% da energia do impacto, dissipando o restante, o que garante a proteção efetiva do atleta, além de proporcionar maior leveza, conforto e não comprometer a visão periférica durante a partida.
Vale ressaltar que o modelo apresentado na universidade, já foi utilizado por diversos atletas de grandes times do futebol brasileiro, como São Paulo e Palmeiras.
A participação da representante do CROSP na grande mídia reforça o posicionamento do Conselho sobre a indispensabilidade da Odontologia do Esporte no desenvolvimento de tecnologias que aliam a ciência à segurança e ao alto rendimento dos atletas.

