No último domingo, 14 de junho, ocorreu uma colisão entre helicópteros na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A tragédia matou 6 pessoas e uma delas foi do cantor Oliver Tree, que foi encontrado carbonizado. A fatalidade destaca a importância do trabalho da Odontologia Legal na identificação de vítimas em casos como esse.
O presidente da Câmara Técnica de Odontologia Legal do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Dr. Wagner Rosa Júnior, explica que os meios de identificação humana são métodos comparativos do material antes da morte e depois da morte. O profissional afirma que existem três métodos: a comparação das digitais (exame papiloscópico), a comparação do material genético (exame de D.N.A) e a comparação das arcadas dentárias.
“A Odontologia Legal permite que se crie um protocolo adequado para que a comparação seja realizada de uma forma correta e a identificação do corpo carbonizado seja realizada”, destaca o cirurgião-dentista.
Dr. Wagner esclarece que a Odontologia Legal está presente na maior parte dos casos onde a identificação pelo exame papiloscopia esteja prejudicado, o que deixa o exame de D.N.A, como última alternativa para identificação.
O presidente da Câmara Técnica de Odontologia Legal finaliza evidenciando que os desafios da identificação humana pela arcada dentária envolvem a dependência de documentação prévia incompleta, a destruição massiva de evidências em temperaturas extremas e a falta de um banco de dados nacional unificado de prontuários, dificultando a comparação ágil entre os achados post-mortem e os registros ante-mortem.

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